A decisão foi aprovada pelo Conselho de Ministros, que considerou encerrada a época chuvosa e ciclónica 2025–2026, eliminando as condições que justificaram a declaração do alerta máximo em janeiro.
Apesar da desativação do alerta vermelho, o Governo mantém o alerta laranja para assegurar a continuidade da assistência humanitária e apoiar a recuperação das áreas afectadas pelas inundações. As autoridades consideram que ainda há necessidade de estabilizar as comunidades que sofreram os impactos dos desastres naturais.
Dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) indicam que a época das chuvas causou a morte de 314 pessoas, deixou 19 desaparecidas e 361 feridas. Mais de 1,07 milhão de pessoas foram afectadas, enquanto milhares de habitações ficaram inundadas, destruídas ou parcialmente danificadas.
Os prejuízos também atingiram a agricultura, a pecuária e diversas infraestruturas públicas. Cerca de 320 mil hectares de culturas foram perdidos, mais de 532 mil animais morreram e centenas de escolas, unidades de saúde, estradas e pontes sofreram danos. Actualmente, 22 centros de acomodação continuam activos, acolhendo mais de quatro mil pessoas deslocadas pelas cheias
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