O Governo através do seu porta-voz, Inocêncio Impissa, reagiu com reservas à recente avaliação do Banco Mundial que coloca o País como o segundo mais pobre do mundo.
O Executivo entende que os critérios utilizados pela instituição financeira internacional para este apuramento diferem substancialmente da metodologia aplicada no Inquérito ao Orçamento Familiar (IOF), levado à cabo pelo Ministério da Planificação e Desenvolvimento, que já realizou cinco avaliações nacionais sobre o índice de pobreza.
Segundo o Governo, a discrepância nos resultados reside nos modelos de análise adoptados, defendendo que os indicadores domésticos reflectem uma realidade socioeconómica distinta daquela apresentada pelo Banco Mundial.
Apesar de reconhecer o Banco Mundial como um parceiro independente, o Governo sublinhou que está, neste momento, a proceder a uma análise comparativa rigorosa entre os dados internacionais e os inquéritos nacionais.
A posição oficial sobre o estado real da pobreza em Moçambique só será tornada pública após a conclusão deste exercício de verificação técnica. Por enquanto, o Governo mantém a cautela, reforçando que a complexidade do sistema de orçamentação familiar exige uma leitura que considere as especificidades locais, de modo a evitar conclusões que possam não corresponder à actual trajectória de desenvolvimento do País.
Discover more from MIRAMAR NEWS
Subscribe to get the latest posts sent to your email.






















e