A família de Matilde, a cidadã moçambicana detida na Indonésia desde 2008 por tráfico de estupefacientes, denunciou a perda total de contacto com a reclusa após esta ter sido transferida para uma nova unidade prisional. A transferência ocorreu na sequência de denúncias públicas feitas pelos familiares, que alertavam para o isolamento de Matilde numa cela solitária privada de condições básicas as quais vinha tendo.
Segundo contaram à Miramar, no último contacto estabelecido, a moçambicana que cumpre pena de prisão perpétua, queixou-se do agravamento do seu estado de saúde e da precariedade das condições carcerárias. Diante do cenário, Matilde apelou aos familiares para que iniciem diligências junto do Governo moçambicano, com o objectivo de negociar a sua extradição para Maputo, permitindo-lhe cumprir o resto da pena perto da família e dos dois filhos, que eram menores à data da sua detenção.
O caso que teve origem em 2008, quando Matilde foi interpelada num aeroporto na Indonésia em posse de uma peça de carro que lhe foi entregue como encomenda sem saber que continha substâncias ilícitas ocultas no interior de peça. Segundo a versão da família, a cidadã aceitou transportar a bagagem a pedido de terceiros no Aeroporto Internacional de Maputo, o que culminou com a sua prisão e condenação a pena perpétua pelas autoridades indonésias.
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