O tribunal de Nova Iorque decidiu manter as acusações de narcotráfico e conspiração contra Nicolás Maduro, após indeferir uma moção da defesa que solicitava o arquivamento do processo. Os advogados do antigo dirigente venezuelano alegaram que as sanções norte-americanas aos fundos do Estado impossibilitam o pagamento dos honorários jurídicos, defendendo que nem Maduro nem a sua esposa, Cilia Flores, possuem recursos próprios para custear a defesa.
Apesar destes argumentos, o casal continua detido em solo americano, na sequência da operação militar realizada em Janeiro em Caracas, enfrentando um processo que inclui crimes de narcoterrorismo e tráfico de estupefacientes destinados a financiar actividades consideradas terroristas por Washington.
O cenário jurídico poderá agravar-se nos próximos dias, uma vez que o Presidente Donald Trump anunciou que o seu governo está a considerar a apresentação de novas acusações criminais contra o líder deposto.
Maduro, que já responde a quatro processos distintos, continua a negar as imputações, classificando-as como “pretextos” para que os Estados Unidos assumam o controlo das reservas petrolíferas da Venezuela.
Enquanto o processo corre nos tribunais, as relações diplomáticas entre Washington e Caracas registam sinais de melhoria sob a presidência interina de Delcy Rodríguez, que assumiu o comando do país após a captura de Maduro, marcando uma fase de transição política no território venezuelano.
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