O Presidente da República, Daniel Chapo, declarou aberta, esta segunda-feira em Maputo, a Conferência Nacional do Ensino Superior, sob o lema “Construindo um Plano Estratégico Inclusivo, Transformador e Relevante para o Desenvolvimento Sustentável de Moçambique”. O evento visa desenhar as linhas mestras do sector para o período 2026-2035.
No seu discurso, o Chapo assumiu que o modelo vigente enfrenta limitações sérias e apelou a uma transformação profunda na ligação entre a academia e a economia real.
O Chefe de Estado apontou o desalinhamento com o mercado de trabalho, a fraca investigação aplicada e a baixa empregabilidade em algumas áreas como os principais nós estrangulados que o país precisa de desatar. Para o Presidente, o ensino superior não pode continuar a funcionar como uma “fábrica de licenciados em desemprego”, devendo antes focar-se em formar jovens capazes de gerar as suas próprias iniciativas e liderar a industrialização nacional.
Apesar de reconhecer o salto quantitativo dado desde a independência em 1975 — que viu o país passar de apenas uma instituição para as actuais 61, movimentando mais de 270 mil estudantes —, o Chefe de Estado sublinhou que a meta agora passa obrigatoriamente pela qualidade e pela inclusão territorial.
Aposta nas áreas STEM (Ciências, Tecnologias, Engenharias e Matemática) e a transformação digital foram destacadas como prioridades para que Moçambique participe na construção do futuro em vez de ser mero assistente.
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