
A XXI edição da Conferência Anual do Setor Privado (CASP), consolidou-se como um momento crucial para o diálogo estratégico entre os agentes económicos e o Estado, com o objectivo de impulsionar a transformação económica do país. O encontro serviu de palco para o alinhamento de metas, reforçando a colaboração mútua para o desenvolvimento sustentável de Moçambique.
Sob o lema “Produzir, Transformar, Competir e Prosperar”, o evento demarcou o início do que o Presidente da República, Daniel Chapo, classificou como a “Década da Transformação Económica”, um ciclo focado na modernização produtiva e na resiliência institucional.
Visão do Governo: Diálogo e Transformação
Daniel Chapo destacou que Moçambique vive um momento determinante para redesenhar o seu futuro, apostando na tecnologia como vector indispensável para a produtividade e competitividade. Apesar dos desafios impostos por factores externos e internos, como manifestações violentas, crises climáticas e a volatilidade do contexto internacional, o Governo reafirmou o compromisso com:
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O combate à corrupção e ao crime;
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O diálogo nacional para assegurar a paz e segurança;
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Reformas fiscais estruturantes.
Para Chapo, o ambiente de negócios é o alicerce fundamental para o crescimento, marcando o início da “década da transformação económica”.
Reafirmou ainda a aposta tecnológica como motor incontornável para aumentar a produtividade nacional e a competitividade no mercado global. O Chefe de Estado destacou a “postura de diálogo e confiança mútua” como premissa para superar os desafios exógenos e endógenos que têm condicionado o ritmo de crescimento.
O Executivo traçou metas claras, priorizando:
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Eficiência Institucional: Intensificação do combate à corrupção e criminalidade.
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Estabilidade Social: Promoção de um diálogo nacional contínuo focado na paz e segurança.
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Reforma Estrutural: Implementação de reformas fiscais destinadas a otimizar o ambiente de negócios.
“O ambiente de negócios é a base para o crescimento de Moçambique, assentando em alicerces já lançados para esta que deve ser a década da transformação económica”, pontuou Chapo.
A Visão do Setor Privado: Da Intenção à Acção
O sector empresarial, através da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), sublinhou a urgência de uma economia mais robusta e inclusiva. Álvaro Massingue, Presidente da CTA, destacou a importância da CASP enquanto “mecanismo de convergência” entre as aspirações do sector privado e as políticas públicas.
“A CASP não é apenas um espaço de debate; é a plataforma onde transformamos intenções em realizações concretas. O nosso foco é garantir que o sector privado moçambicano deixe de ser um mero espectador e se torne um motor dinâmico que produz, compete e prospera, aproveitando as reformas fiscais para desbloquear o imenso potencial inexplorado do nosso país”, declarou Massingue.
Parcerias Internacionais e Desafios Cambiais
Paula Vazquez, representando os parceiros do sector privado, apontou o desafio cambial como um ponto crítico para o desenvolvimento. Contudo, Vazquez sublinhou o interesse estratégico da União Europeia (UE) em expandir os fluxos de Investimento Estrangeiro Direto (IED) para Moçambique, manifestando total disponibilidade para colaborar na sustentabilidade das reformas fiscais. O alinhamento entre as expetativas dos investidores externos e a visão interna foi apontado como essencial para garantir que a transformação económica seja, acima de tudo, sustentável e capaz de atrair capital de longo prazo para o país.
CASP 2026






Ouça a intervenção do Presidente Daniel Chapo durante a CASP 2026
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