O 16.º dia de hostilidades no Médio Oriente ficou marcado por uma escalada de violência sem precedentes, com ataques directos a capitais e infra-estruturas estratégicas. Na manhã desta segunda-feira, explosões abalaram Beirute após uma nova ofensiva de Israel contra a capital libanesa.
Em simultâneo, as forças israelitas lançaram uma vaga de bombardeamentos contra Teerão, intensificando a pressão sobre o regime iraniano desde o início da ofensiva liderada pelos Estados Unidos e Israel, a 28 de fevereiro.
A resposta do Irão alargou-se aos países árabes do Golfo Pérsico, gerando pânico nos centros financeiros e logísticos da região. No Dubai, o aeroporto internacional foi forçado a encerrar temporariamente as suas operações depois de um drone iraniano ter atingido um tanque de combustível nas proximidades do terminal.
Na vizinha Arábia Saudita, as autoridades informaram o abate de 35 drones lançados pelas forças iranianas. O clima de insegurança estende-se ao território israelita, que confirmou estar sob ataque constante do Irão, num cenário de guerra total que ameaça a estabilidade global.
O impacto económico desta crise é já alarmante, reflectindo-se directamente no mercado energético. Com a interrupção do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz por parte do Irão, as cotações do petróleo registam uma subida acumulada de quase 45%. Perante o bloqueio desta rota vital, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apelou à intervenção de sete países para a reabertura do estreito e lançou um aviso severo aos membros da OTAN.
Trump ameaçou a aliança militar com um futuro “muito mau” caso os aliados não colaborem activamente na desobstrução da rota do petróleo.
No plano diplomático, as perspectivas de um cessar-fogo parecem distantes. O Ministro das Relações Exteriores do Irão, Abbas Araghchi, classificou como “ilusões” quaisquer informações que sugiram a busca por um fim negociado para o conflito. O governante negou a abertura de qualquer canal de diálogo com as nações inimigas, reafirmando a postura de confronto de Teerão.
Com o fecho das vias diplomáticas e a intensificação dos ataques militares, o mundo observa com apreensão o epicentro de uma crise que já ultrapassou as fronteiras regionais.
R7.com
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