O Tribunal Superior de Joanesburgo adiou para o dia 12 de Aagosto a leitura da sentença de Sithembiso Mdlalose, acusado de atear o fogo que resultou no incêndio urbano mais mortífero da história recente da África do Sul.
O réu responde por 76 crimes de homicídio e 12 de tentativa de homicídio na sequência do sinistro ocorrido em agosto de 2023, num edifício ocupado no centro da cidade. Entre as 76 vítimas mortais confirmadas no relatório oficial do caso, quatro eram cidadãos moçambicanos que viviam no imóvel, uma tragédia que expôs a vulnerabilidade dos imigrantes na capital económica sul-africana.
A decisão do tribunal, que era esperada esta terça-feira, foi remarcada para o próximo mês. Enquanto o Ministério Público sustenta que Mdlalose iniciou o fogo de forma deliberada, a defesa contesta as acusações do Estado.
Para além do desfecho criminal, o desastre desencadeou um inquérito oficial sobre a falta de habitação digna e a proliferação de edifícios abandonados e geridos por redes ilegais no centro de Joanesburgo.
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