O movimento sul-africano anti-imigração ilegal March and March exigiu protecção policial para os seus dirigentes, alegando que os seus membros estão a ser alvo de ameaças após o assassinato do líder da organização, Andile Somgxada.
A exigência foi manifestada esta quarta-feira durante uma marcha realizada em East Rand, na região de Joanesburgo, em homenagem ao activista, morto a tiro no início deste mês.
Segundo o movimento, Somgxada foi baleado quando saía da sua residência e acabou por sucumbir aos ferimentos numa unidade hospitalar.
A organização acredita que o crime foi premeditado e relaciona o assassinato com a campanha que o activista liderava contra a imigração ilegal na África do Sul.
Durante a manifestação, a secretária do movimento, Nompumelelo Tenyane, afirmou que o grupo não irá recuar das suas posições, apesar do receio crescente entre os seus membros.
Tenyane descreveu Somgxada como um defensor da causa que o movimento abraça, sustentando que o activista perdeu a vida devido ao seu envolvimento na luta contra a imigração ilegal e contra o que considera serem práticas que prejudicam as comunidades locais.
A Miramar sabe que a polícia sul-africana continua a investigar as circunstâncias do assassinato.
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