A Etiópia realiza, esta segunda-feira, eleições legislativas e regionais. As projecções eleitorais apontam para uma victória por larga margem do Partido da Prosperidade, liderado pelo actual Primeiro-Ministro, Abiy Ahmed.
No total, mais de 50 milhões de cidadãos encontram-se inscritos e recenseados para exercer o direito de voto. A votação foi, contudo, suspensa na região do Tigrei devido à instabilidade político-militar persistente que se seguiu à guerra civil ocorrida entre 2020 e 2022.
Abiy Ahmed, de 49 anos de idade, que assumiu a chefia do Governo em 2018, procura consolidar o controlo político no país após o triunfo expressivo alcançado pelo seu partido no escrutínio de 2021. Durante a campanha eleitoral, as promessas governamentais centraram-se na aceleração do crescimento económico e na melhoria dos níveis de segurança alimentar, sustentadas por projecções macroeconómicas que apontam para uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) superior a 10% no corrente ano de 2026.
O acto eleitoral decorre num contexto de forte contestação e violência nas duas maiores províncias etíopes. Na Oromia, os confrontos armados entre as forças governamentais e o Exército de Libertação Oromo já provocaram centenas de mortos, enquanto na região de Amhara a forte presença e controlo de milícias locais inviabilizou a votação em diversas assembleias de voto.
A comunidade internacional manifesta igualmente apreensão face aos riscos de eclosão de novos focos de instabilidade na província do Tigrei.
Apesar do cenário de crise interna, o bloco de partidos da oposição apresenta-se fragmentado e politicamente debilitado, o que inviabiliza uma alternativa sólida e torna quase certa a manutenção do Partido da Prosperidade no poder. O apuramento oficial dos resultados eleitorais finais deverá estar concluído até ao dia 11 de junho.
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