O Comité Operativo de Emergência (COE) da Província de Maputo, reuniu-se nesta segunda-feira, na Cidade da Matola, para actualizar o cenário das inundações. Embora o nível dos rios apresente uma tendência de descida, as autoridades decidiram manter o alerta vermelho em toda a província devido aos riscos persistentes.
Os dados actuais indicam que 36.070 famílias foram afectadas pelas cheias, estando distribuídas por 24 centros de acomodação. O balanço aponta ainda para um cumulativo de 42.931 casas e quatro unidades sanitárias inundadas. No sector da saúde, registam-se 37 casos de malária e sete casos de diarreias, estes últimos localizados num centro em Boane.
O Governador da Província de Maputo, Manuel Tule, sublinhou a necessidade de uma maior interacção entre os serviços meteorológicos nacionais e os da África do Sul, pois as descargas de suas barragens, são as que têm impacto directo no território moçambicano.
Por sua vez, o Secretário de Estado na Província de Maputo, Henriques Bongece, determinou a criação de uma equipa técnica para a recolha e uniformização de dados nos distritos, e instou os membros do COE a acompanharem de perto as comunidades afectadas, com atenção especial à população de Mulotana.
As autoridades de saúde estão a instalar postos de atendimento em todos os centros de acolhimento para garantir assistência imediata.



















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