A Polícia da República de Moçambique, na cidade de Maputo, capturou cinco dos seis presumíveis assaltantes que protagonizavam assaltos à mão armada em vários estabelecimentos comerciais da cidade. A PRM classifica os detidos como cadastrados perigosos.
A rede criminosa era composta por seis indivíduos, incluindo quatro elementos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (três em serviço activo e um desmobilizado), que forneciam armas do tipo AKM e granadas à quadrilha.
Os suspeitos encontram-se detidos na 19.ª esquadra da PRM, no distrito municipal da Katembe. Um dos integrantes confessou participação em sete crimes e minimizou o furto de cerca de 18 mil meticais a uma cidadã residente na Katembe. Outro, primo do primeiro, afirmou não saber que os companheiros eram criminosos, incluindo no assalto ao Baía Mall, do qual também participou. Um militar nega qualquer envolvimento, alegando desconhecimento sobre a proveniência das armas e dos assaltos, embora um comparsa tenha confirmado a sua participação.
Segundo Marta Pereira, porta-voz da PRM em Maputo, trata-se de uma rede criminosa extensa e perigosa, envolvida em mais de oito casos criminais e supostamente ligada ao crime organizado.
Uma das vítimas relatou que escapou por pouco à morte durante a acção do grupo. A PRM assegura que o caso segue todos os procedimentos legais.
Além disso, os suspeitos tinham granadas consigo. Alegaram que seriam vendidas na África do Sul, mas um vídeo obtido pela reportagem indica que os explosivos deveriam ser usados na cidade de Maputo.




















e