Entram em vigor esta sexta-feira,1 de Agosto, as tarifas de 50% impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros. A medida ameaça sectores estratégicos da economia do Brasil, como o agronegócio, a indústria farmacêutica e a de dispositivos médicos. Desde o anúncio do Presidente Donald Trump, em 9 de Julho, o governo federal, em articulação com o sector privado, iniciou uma mobilização diplomática com vista a tentar reverter a imposição.
Uma comitiva composta por oito senadores partiu no sábado passado para tentar dialogar com empresários e políticos norte-americanos. Carlos Viana (Podemos-MG), um dos parlamentares integrantes do grupo, afirma que uma das estratégias será centrada no adiamento da entrada em vigor das tarifas. A visita limitar-se-á a conversações, sem entrar no campo das negociações, conforme acordado entre os políticos e o Itamaraty.
Desde a criação, por parte do governo, de um comité para discutir os impactos das tarifas, o Vice-Presidente Geraldo Alckmin, presidente do grupo, reuniu-se com mais de 120 líderes empresariais.
Ao todo, foram realizadas 12 reuniões ao longo de quatro dias de encontros oficiais, com a participação de executivos de grandes empresas, presidentes de entidades sectoriais e dirigentes de federações industriais. O objectivo destas reuniões é recolher dados técnicos, alinhar posições e preparar uma resposta coordenada do Brasil às medidas protecionistas do governo de Donald Trump.
Alckmin afirmou que os diálogos com os Estados Unidos decorrem “de forma reservada”. No entanto, não revelou quem está a liderar as conversações do lado norte-americano. O Vice-Presidente também não informou se o governo dos EUA respondeu às tentativas de contacto efectuadas pelo Brasil com vista a uma eventual negociação.
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