Notícias Moçambique Jornalista detido: Procuradoria diz que Arlindo Chissale buscava informações para terroristas

Jornalista detido: Procuradoria diz que Arlindo Chissale buscava informações para terroristas

Jornalista detido: Procuradoria diz que Arlindo Chissale buscava informações para terroristas
Tv Miramar

Gilroy Fazenda, porta-voz da Procuradoria Provincial de Cabo Delgado, sustenta a acusação alegadamente por Arlindo Chissale ter estado no distrito de Balama na busca de informação estratégica sobre a movimentação da polícia

Jornalista de plataforma digital que reporta sobre o terrorismo, em Cabo Delgado, foi detido no distrito de Balama. A Procuradoria Provincial acusa-o de terrorismo e recolha de informação para prática de actos terroristas.

O gestor da plataforma online “Pinnacle News” foi recolhido aos calabouços do Comando Distrital da Polícia da República de Moçambique em Balama, na última sexta-feira. O MISA Moçambique, entidade de defesa da liberdade de imprensa, veio a público através de um comunicado condenar a detenção e exigir a libertação imediata do jornalista Arlindo Chissale.

O argumento do MISA é de que Chissale estava em pleno exercício da actividade jornalística quando foi detido.  Sete dias depois, o Ministério Público pronunciou-se.

Gilroy Fazenda, porta-voz da Procuradoria Provincial de Cabo Delgado, sustenta a acusação alegadamente por Arlindo Chissale ter estado no distrito de Balama na busca de informação estratégica sobre a movimentação da polícia.

De acordo com o Ministério Público, momentos antes da detenção, Arlindo Chissale teria negociado o arrendamento de quartos de uma estância de acomodação na sede distrital de Balama, com a pretensão de hospedar um grupo que deveria garantir a sua protecção.

O representante do MISA Moçambique na província de Cabo Delgado, Jonas Wazir, garante ter sido acionado um advogado para assistir o processo do jornalista detido.

Se for provado em sede de tribunal os crimes de que é imputado, nomeadamente: terrorismo e recolha de informação para prática de actos terroristas, Arlindo Chissale incorre a penas de 16 a 20 anos e 8 a 20 anos de prisão, respectivamente.

MIRAMAR

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