Dezenas de passageiros encontram-se retidos, desde a última segunda-feira, no Aeroporto Filipe Jacinto Nyusi, em Chongoene, enfrentando um cenário de profunda revolta. A interrupção da Estrada Nacional Número 1, transformou aquela infra-estrutura na principal alternativa para a ligação com a capital, mas a morosidade no atendimento e constantes falhas no sistema de reservas estão a impossibilitar a deslocação dos utentes.
Os relatos colhidos no local pela Miramar, indicam a existência de filas intermináveis e um tempo de espera excessivo. Há cidadãos que permanecem no recinto aeroportuário há três dias consecutivos sem conseguir efectuar a compra do bilhete, tendo apenas recebido uma senha que não garante o embarque imediato. A situação é agravada pelas condições precárias de permanência, com crianças e idosos a pernoitarem no chão e em espaços improvisados.
A incerteza quanto aos custos da viagem é outro factor de pressão, visto que os utentes temem perder o acesso à tarifa promocional caso o período da oferta expire antes de conseguirem finalizar a compra.
A Miramar apurou que existem relatos de alegados casos de corrupção, nos quais funcionários ou intermediários estarão a solicitar pagamentos adicionais de até dois mil meticais para facilitar a aquisição da passagem e garantir um lugar nos voos.
As vítimas pedem uma intervenção urgente das autoridades competentes para normalizar o serviço e travar as cobranças ilícitas que se aproveitam da vulnerabilidade dos cidadãos em plena crise de mobilidade.





















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