O Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB) estima que o impacto do conflito no Médio Oriente e o eventual encerramento do Estreito de Ormuz terão efeitos contidos nas economias da Ásia em desenvolvimento, desde que a crise não se prolongue por mais de um mês.
Em entrevista à Reuters nesta sexta-feira, o economista-chefe da instituição, Albert Park, explicou que, embora o cenário seja negativo, a projecção actual indica apenas um ligeiro e temporário recuo no Produto Interno Bruto (PIB) anual. Mesmo perante pressupostos mais pessimistas, o choque financeiro não deverá reduzir o crescimento regional em um ponto percentual completo, reforçando a ideia de que a região possui mecanismos de absorção para este tipo de instabilidade geopolítica.
Antes do agravar das tensões, o ADB já previa uma desaceleração natural da região para 4,6% este ano, após um crescimento de 5,1% registado em 2025. O grupo da Ásia em desenvolvimento abrange 46 economias, incluindo potências como a China e a Índia, mas excluindo países como o Japão, a Austrália e a Nova Zelândia.
No que diz respeito ao custo de vida, as previsões apontam para uma ligeira aceleração da inflação, que poderá atingir os 2,1% este ano, face aos 1,6% estimados no ano anterior.
Apesar destes indicadores, a liderança económica do banco mantém uma perspectiva cautelosa, mas confiante na capacidade de recuperação das nações asiáticas perante as flutuações do mercado energético global.
Discover more from MIRAMAR NEWS
Subscribe to get the latest posts sent to your email.





















e