Os Estados Unidos impuseram, na última segunda-feira, sanções às Forças de Defesa do Ruanda (RDF) e a altos oficiais militares pelo seu envolvimento nos combates no leste da República Democrática do Congo.
O Departamento do Tesouro americano sustenta que os avanços do grupo rebelde M23 teriam sido impossíveis sem o apoio de Kigali, acusando as forças ruandesas de viabilizarem abusos graves contra os direitos humanos.
Em resposta, o Governo do Ruanda rejeitou as sanções, afirmando que estas distorcem a realidade do conflito e que o país permanece comprometido com o desengajamento das suas forças, desde que a RDC também cumpra as suas obrigações de cessar o apoio a outras milícias.
Para especialistas em defesa, estas sanções podem ter um efeito dominó perigoso em Moçambique, onde as tropas ruandesas desempenham um papel crucial no combate à insurgência islâmica.
O analista John Stupart alerta que, se a União Europeia seguir o exemplo dos Estados Unidos e aplicar medidas restritivas contra os militares ruandeses, a presença deste contingente em Cabo Delgado poderá ser severamente erodida.
Dada a vulnerabilidade da região norte de Moçambique, qualquer enfraquecimento da missão ruandesa poderá aumentar a instabilidade regional e deixar o país mais exposto ao avanço de grupos extremistas.






















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