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MASSACRE NO ESTADO DE KWARA: NIGÉRIA ENTERRA 170 VÍTIMAS APÓS ATAQUE DE MILÍCIAS ARMADAS

Invasão à vila de Woro resultou em assassinatos em massa e sequestros após recusa de residentes em adotar leis extremistas

MASSACRE NO ESTADO DE KWARA: NIGÉRIA ENTERRA 170 VÍTIMAS APÓS ATAQUE DE MILÍCIAS ARMADAS

A população do estado de Kwara, no oeste da Nigéria, iniciou o sepultamento de pelo menos 170 pessoas assassinadas num dos ataques mais violentos registados na região nos últimos meses.

Imagens obtidas pela agência Reuters revelam um cenário de devastação, com sobreviventes a transportar corpos em camiões para serem enterrados em valas comuns. A tragédia teve início na última terça-feira, quando homens armados invadiram a vila de Woro, espalhando o pânico entre os residentes, tendo como motivações questões ideológicas e religiosas.

Segundo relatos de sobreviventes, os agressores são identificados como jihadistas que já frequentavam a aldeia para pregar doutrinas extremistas. Os milicianos exigiam que a comunidade abandonasse a autoridade do Estado nigeriano e adotasse a sharia, a lei islâmica. Perante a recusa dos aldeões em submeterem-se a estas imposições, os criminosos abriram fogo indiscriminadamente contra a população, resultando no elevado número de vítimas mortais e no sequestro de dezenas de mulheres e crianças.

A situação no terreno é descrita como desesperadora. Usman, um dos moradores locais, relatou a dificuldade em contabilizar o total de perdas e manifestou uma angústia profunda em relação ao destino dos que foram levados pelos agressores.

Como resposta imediata ao massacre, o Presidente nigeriano, Bola Tinubu, ordenou o destacamento de um batalhão do Exército para o estado de Kwara, numa tentativa de restaurar a ordem e travar a expansão da violência. Este novo episódio coloca a Nigéria sob forte pressão internacional, especialmente após críticas anteriores da administração norte-americana sobre a eficácia na proteção de comunidades cristãs contra ataques islamistas.

No fecho desta crise, as autoridades nigerianas asseguraram que estão em coordenação direta com Washington para fortalecer os mecanismos de segurança nacional. Embora o governo negue a existência de uma perseguição sistemática a grupos religiosos específicos, a presença de forças militares no terreno e o apoio logístico externo tornaram-se cruciais para tentar conter a vaga de sequestros em massa e homicídios que continua a fustigar diversas regiões do país.


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