A Directora-Geral do Hospital Central de Maputo, Farida Urci, conferiu posse na manhã desta segunda-feira, a 14 novos quadros destinados a dirigir departamentos vitais da administração.
A cerimónia marca a segunda grande reestruturação na unidade num único mês, após a nomeação da actual direcção máxima. Entre os empossados destacam-se nomes como Arlindo Cuna, para a Planificação e Estatística, Neuma Pinto, nas Finanças, e Edgar Guila, na administração do Departamento Farmacêutico, abrangendo ainda sectores sensíveis como Hemodiálise e Anatomia Patológica.
Durante o acto, Farida Urci dirigiu críticas severas à actual postura de alguns funcionários, classificando como “inadmissível” o uso de telemóveis ou conversas paralelas enquanto os utentes aguardam por assistência.
A dirigente sublinhou que o sector administrativo é o “espelho do hospital” e que falhas na recepção mancham todo o trabalho clínico subsequente. “Falamos mal, respondemos mal, não orientamos devidamente os nossos doentes”, afirmou a Directora-Geral, apelando ao resgate urgente da empatia e da dignidade no tratamento com o público.
Além da postura ética, a nova liderança do HCM lançou o desafio da celeridade burocrática. Farida Urci alertou que a morosidade na tramitação de processos de aquisição de consumíveis hospitalares tem consequências directas na saúde dos pacientes, podendo levar a ruturas de stock graves.
A aposta nestas novas chefias é vista como um passo estratégico para dinamizar a resposta do HCM, garantindo que a gestão de alta complexidade seja acompanhada por uma comunicação saudável e por serviços mais eficientes e humanizados.
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