Terminou esta sexta-feira, em Maputo, uma formação de quatro dias destinada a capacitar oficiais das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), da Polícia da República de Moçambique (PRM) e do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) no acolhimento a vítimas de terrorismo.
O programa, organizado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) em parceria com a Missão Militar da União Europeia (EUMAM MOZ), surge como uma resposta directa à crise humanitária que o País atravessa, com especial incidência na província de Cabo Delgado, onde o conflito já causou milhares de vítimas e deslocados.
Durante o encerramento da iniciativa, os responsáveis destacaram que a luta contra o terrorismo exige ir além das operações no terreno. Antonio De Vivo, da UNODC, afirmou que proteger quem sofre com estes ataques é um pilar fundamental para reforçar o Estado de Direito e prevenir o avanço do extremismo violento.
No mesmo sentido, o Comandante da EUMAM MOZ, Comodoro César Pires Correia, defendeu que a solução para este fenómeno passa por uma abordagem integrada e multidisciplinar, que una os esforços militares aos do sistema de justiça criminal.
A formação dotou os participantes de ferramentas para identificar indivíduos vulneráveis e aplicar protocolos internacionais, com foco na prevenção da vitimização secundária, quando a vítima sofre danos adicionais devido a falhas no atendimento institucional.
Representantes do SERNIC Lázaro Machava, e da PRM, Fabião Pedro Nhancolo, sublinharam a importância estratégica desta actualização profissional para responder a crimes transnacionais e expressaram a vontade de ver estas acções replicadas nas províncias de Cabo Delgado e Nampula, onde a necessidade de assistência directa é mais premente.
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