O Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Ismael Valá, defendeu o aprofundamento da cooperação estratégica entre Moçambique, o continente africano e a República da Coreia.
À margem da Reunião de Ministros dos Negócios Estrangeiros Coreia-África 2026, realizada na cidade de Seul sob o lema “Respostas Conjuntas aos Desafios Globais: Solidariedade Coreia-África”, o governante preconizou uma nova fase na parceria bilateral e multilateral, elegendo a modernização da agricultura, a transformação digital, a valorização sustentável dos recursos energéticos e minerais e a industrialização inclusiva como os eixos prioritários para o futuro.
O governante sublinhou que as relações diplomáticas e económicas entre Moçambique e a República da Coreia atravessam um momento de excelência, reflectido no robustecimento da cooperação tecnológica, de infra-estruturas e de desenvolvimento humano. Salim Valá saudou os avanços alcançados desde a Cimeira Coreia-África de 2024 em matérias como a segurança marítima, a integração económica e o fortalecimento das cadeias globais de valor, evidenciando o pragmatismo e o alinhamento de posições entre as duas nações face às actuais tensões geopolíticas, comerciais e climáticas globais.
No plano interno, o dirigente explicou que a Estratégia Nacional de Desenvolvimento de Moçambique 2025-2044 coloca a agricultura, a digitalização e os hidrocarbonetos no centro da agenda de crescimento. O ministro destacou o contributo da Iniciativa de Cooperação Alimentar Agrícola Coreia-África (KAFACI) na inovação do campo e o papel da Coreia na modernização administrativa pública moçambicana.
No sector energético, enalteceu a inserção de consórcios coreanos como a KOGAS, Daewoo e Samsung nos projectos de gás natural liquefeito na Bacia do Rovuma, identificando-os como vectores para a transferência de conhecimento técnico e a geração de empregos qualificados.
Um dos pontos de maior relevo na agenda industrial reside no interesse manifestado pela empresa Daewoo em implantar unidades fabris de fertilizantes em Moçambique. Valá referiu que a iniciativa vai permitir conjugar o processamento doméstico do gás natural com o fomento da produtividade agrícola e a criação de uma plataforma exportadora para a região da África Austral.
Adicionalmente, o executivo moçambicano manifestou o desejo de alargar a cooperação a áreas emergentes da transição energética, como o hidrogénio verde e energias renováveis, contando com o suporte do Acordo-Quadro de Financiamento 2024-2028, orçado em mil milhões de dólares norte-americanos e celebrado junto do Korean Exim Bank, para viabilizar estes projectos de infra-estruturas.
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