A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) encerrou o exercício económico de 2025 com indicadores que reforçam a sua posição como activo estratégico da economia nacional.
Durante a Assembleia Geral realizada a 30 de abril de 2026, foi revelado que a empresa obteve receitas de 344 milhões de dólares e um resultado líquido de 112 milhões de dólares. Este desempenho permitiu uma contribuição financeira ao Estado moçambicano na ordem dos 300 milhões de dólares, através de impostos, taxas e dividendos, reforçando o papel da HCB na estabilidade da balança de pagamentos do país.
Mesmo com os níveis baixos da albufeira, que chegaram aos 26,01% no final da época chuvosa anterior, a HCB assegurou o fornecimento de energia à EDM, Eskom, ZESA e aos mercados da África Austral.
A gestão estratégica dos recursos hídricos permitiu que os níveis de armazenamento subissem para 27,23% em Dezembro de 2025, demonstrando uma recuperação gradual. Paralelamente, foram mantidos os projectos de modernização da Central Sul e da Subestação do Songo, bem como iniciativas de expansão fotovoltaica.
As perspectivas para o presente ano são positivas, uma vez que o armazenamento actual da albufeira se situa em 56%. Este cenário viabiliza um plano de produção de 11.716,76 GWh para 2026, o que representa um crescimento superior a 7,29% face ao ano anterior.
No plano social, a empresa celebrou os seus 50 anos com investimentos na saúde e educação, incluindo a construção do Hospital Distrital de Cahora Bassa e o apoio ao desporto através da Fundação Lurdes Mutola.
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