O Governo de Moçambique quebrou o silêncio sobre a crise de abastecimento que afecta o país, garantindo que existem stocks suficientes nos terminais portuários.
Em comunicado emitido pelo Gabinete de Informação (GABINFO), recebido na redacção da Miramar, o Executivo esclarece que a escassez nos postos é provocada por uma “corrida massiva” alimentada por desinformação, mas também por problemas internos graves na cadeia de distribuição.
As autoridades detectaram que várias distribuidoras estão descapitalizadas e sem capacidade para obter garantias bancárias em dólares, o que as impede de levantar o combustível disponível nos portos. Mais grave ainda, a fiscalização descobriu que alguns postos recebem combustível nos terminais, mas apenas metade chega efectivamente aos tanques de venda ao público, havendo fortes indícios de açambarcamento e desvio de produto, situações que já estão sob investigação criminal.
Para travar a crise, o Governo adoptou medidas excepcionais: os postos podem agora comprar combustível a qualquer distribuidor (mesmo sem contrato), a validade das garantias bancárias foi estendida e a reexportação de combustível foi proibida. Contudo, o Executivo deixa um alerta, claro de que os preços actuais só serão mantidos até ao final de abril ou princípios de maio.
Com a instabilidade no Médio Oriente e o bloqueio do Estreito de Ormuz, que afectou 20% do comércio global, a próxima actualização de preços será inevitavelmente em alta.
O Governo exorta os cidadãos a racionalizarem o consumo e a privilegiarem os transportes públicos perante este “novo normal”.
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