O líder da oposição sul-africana, Julius Malema, regressou ao tribunal na quarta-feira em KuGompo City (antiga East London), num momento decisivo para o seu futuro político.
Os procuradores do Ministério Público estão a pressionar para que o dirigente receba a pena máxima de 15 anos de prisão, na sequência da condenação por posse ilegal de arma de fogo e disparo em local público. O caso remonta a um comício em 2018, onde Malema foi filmado a disparar uma espingarda para o ar, um acto que o político nega ser ilegal, alegando tratar-se de uma arma de brincar.
A acusação argumenta que a aplicação de uma pena efectiva é necessária para evitar um mau precedente. Segundo o procurador Joel Cesar, a posição de Malema como legislador e líder com forte influência sobre os jovens exige uma responsabilização exemplar. “Ele é um membro do parlamento, um fazedor de leis que quebra a lei”, afirmou Cesar durante a audiência.
Por outro lado, a defesa de Malema sustenta que o gesto foi meramente celebrativo, sem intenção de causar dano, apelando por isso a uma sentença mais leve, como o pagamento de uma multa.
O desfecho deste processo é crítico para os Economic Freedom Fighters (EFF), a quarta maior força política na África do Sul. Segundo a legislação do país, se uma sentença de prisão superior a 12 meses for confirmada após todos os recursos, Malema ficará impedido de exercer o cargo de deputado.
Fora do tribunal, perante centenas de apoiantes, o líder do EFF reafirmou a sua inocência e garantiu que irá recorrer de qualquer decisão que venha a ser tomada pelo magistrado.
O tribunal suspendeu a sessão, que deverá ser retomada esta quinta-feira.
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