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Por que a China condenou à pena de morte dois ex-ministros da Defesa

Wei Fenghe e Li Shangfu foram demitidos por Xi Jinping durante expurgo no alto comando militar do país

Wei Fenghe (à esquerda) e Li Shangfu (à direita) foram expulsos do Partido Comunista da China Caroline Chia/Reuters/Adriano Machado/Reuters

Um tribunal militar da China condenou à pena de morte dois ex-ministros da Defesa, segundo informou a agência de notícias estatal Xinhua nesta quinta-feira (7).

Wei Fenghe, de 72 anos, e Li Shangfu, de 68, foram expulsos do Partido Comunista da China sob acusações de corrupção e receberam penas de morte com suspensão de dois anos.

Esse tipo de sentença, conhecido como “pena de morte suspensa”, prevê um período de avaliação antes de uma eventual execução. Durante esse intervalo, o comportamento dos condenados é monitorado: caso não sejam condenados por novos crimes graves, a pena de morte pode ser convertida em prisão perpétua.

Wei Fenghe e Li Shangfu estão entre as autoridades de Defesa chinesas demitidas pelo presidente, Xi Jinping, em um expurgo no alto comando militar do país realizado desde janeiro. Além deles, o general de alta patente do Exército de Libertação Popular, Zhang Youxia, de 75 anos, também foi destituído por suspeitas de receber “enormes somas de dinheiro” em subornos, além de ser acusado de vazar informações sobre o programa de armas nucleares da China para os Estados Unidos.

De acordo com a investigação divulgada pela Xinhua em 2024, a apuração contra Wei Fenghe, iniciada em 2023, concluiu que ele teria aceitado “uma enorme quantia de dinheiro e bens valiosos” em subornos e ajudado terceiros a obter benefícios indevidos em negociações de pessoal. A agência também afirmou que suas ações foram “extremamente graves, com impacto altamente prejudicial e danos enormes”.

Já Li Shangfu, segundo a Xinhua, era suspeito de receber “enormes somas de dinheiro” em subornos e de também subornar outras pessoas. A investigação concluiu ainda que ele “não cumpriu suas responsabilidades políticas” e “buscou benefícios pessoais para si e para outros”.

As Forças Armadas têm sido um dos principais alvos da campanha anticorrupção encabeçada por Xi desde a sua ascensão ao poder em 2012. Ainda há poucos detalhes oficiais sobre a extensão dessas medidas. As ações, no entanto, podem refletir insatisfação com setores militares, em um momento em que Pequim busca aumentar a pressão sobre Taiwan.


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