A Bancada Parlamentar da RENAMO abriu a III Sessão Ordinária da Assembleia da República com duras críticas à gestão governamental face às calamidades naturais que assolam o país. O partido destacou que a destruição recorrente de estradas e pontes, incluindo os cortes na Estrada Nacional Número 1, evidencia uma falta de visão estratégica e o uso de materiais de baixa qualidade nas obras públicas.
A RENAMO defendeu que o sofrimento das populações não pode ser usado para fins de propaganda política e exigiu que a assistência humanitária chegue a todos os moçambicanos de forma equitativa, sem discriminação de cor partidária.
No plano económico, a bancada manifestou sérias reservas quanto à criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique. Embora reconheça a importância de um braço financeiro para o fomento, a RENAMO alertou para o risco de a instituição ser utilizada para beneficiar elites políticas, recordando os fracassos históricos de outras instituições bancárias estatais.
Como medida de salvaguarda, o partido propôs que a estrutura de gestão do novo banco inclua administradores eleitos pela Assembleia da República, garantindo assim uma fiscalização mais rigorosa e transparente dos fundos públicos.
No encerramento da sua intervenção, o partido reiterou a necessidade de se enfrentar com seriedade o conflito em Cabo Delgado e a crise de segurança que afecta os mototaxistas em várias cidades.
A RENAMO apelou a que esta sessão parlamentar não seja apenas um exercício de retórica, mas um espaço onde se produzam leis que defendam verdadeiramente os interesses dos desfavorecidos e promovam a justiça social. A bancada reafirmou o seu compromisso de manter uma vigilância cerrada sobre a actividade executiva, denunciando qualquer desvio que comprometa o futuro da nação.
