O Presidente da República, Daniel Chapo, assumiu uma postura pragmática durante a abertura da III Conferência Internacional Crescendo Azul, que decorre em Maputo. O Chefe de Estado defendeu que o ciclo das meras declarações políticas e teóricas sobre o oceano está ultrapassado, exigindo uma transição célere para a acção prática e para a colheita de resultados económicos tangíveis que beneficiem directamente as populações.
Daniel Chapo rejeitou de forma categórica as visões assistencialistas no capítulo do financiamento climático, vincando que o continente africano não está à procura de caridade ou de fundos de beneficência. Em vez disso, Daniel Chapo sublinhou que África exige investimentos robustos e parcerias estratégicas assentes no princípio de benefícios mútuos.
Para o Presidente, o verdadeiro desafio da actualidade reside na velocidade com que os executivos serão capazes de converter o potencial marinho em postos de trabalho de qualidade e na mitigação real das assimetrias sociais.
Ao traçar o enquadramento histórico, o governante apontou que a identidade de Moçambique se formou a olhar para o mar, destacando o papel secular dos portos da Ilha de Moçambique, Sofala, Angoche e Inhambane. Sob o lema “Futuro Azul: Acelerando a Sustentabilidade Económica”, o Presidente apelou à expansão dos investimentos para vectores inovadores como as energias renováveis oceânicas, a biotecnologia marinha e o ecoturismo sustentável.
No encerramento da sua intervenção, reafirmou a centralidade geopolítica do país no Canal de Moçambique, exortando os parceiros privados e internacionais a desenharem uma economia azul inclusiva e focada na criação de oportunidades para mulheres e jovens.
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