As forças iranianas lançaram uma ofensiva com mísseis e drones contra instalações militares norte-americanas localizadas no Bahrein e no Kuwait, esta quarta-feira. A acção, assumida pela Guarda Revolucionária Islâmica, surge como uma retaliação directa à série de bombardeios realizados horas antes pelos Estados Unidos contra alvos militares no Estreito de Ormuz, elevando ao extremo a tensão no Golfo Pérsico e quebrando o cessar-fogo que vigorava entre as duas potências.
De acordo com o governo de Teerão, a operação visou estruturas ligadas à Quinta Frota da Marinha dos Estados Unidos, sediada no Bahrein, e a Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait, além de ter resultado no abate de um drone norte-americano MQ-9 Reaper.
Embora os sistemas de defesa aérea tenham sido activados em ambos os países árabes e as sirenes de alerta tenham soado, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) ainda não confirmou oficialmente a existência de vítimas ou a extensão dos danos materiais sofridos nas suas bases.
A escalada militar ocorre num cenário de colapso diplomático, após o fracasso nas negociações para a redução de hostilidades e o recente anúncio de novas sanções de Washington contra o sector petrolífero iraniano. A investida norte-americana prévia em Ormuz tinha como justificação travar alegados ataques iranianos a navios comerciais, mas a resposta de Teerão reacendeu o pânico nos mercados internacionais e na comunidade global devido ao risco iminente de bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das rotas de abastecimento de petróleo mais vitais do planeta.
Discover more from MIRAMAR NEWS
Subscribe to get the latest posts sent to your email.
