O Tribunal Judicial do Distrito de Vilankulo condenou quatro profissionais de saúde afectos ao Hospital Rural de Vilankulo, na província de Inhambane, pelos crimes de corrupção e homicídio involuntário. O caso, que envolveu directamente seis funcionários daquela unidade sanitária, resultou na morte de uma paciente que não recebeu a assistência médica necessária devido à incapacidade financeira da família de responder a cobranças ilícitas.
Do grupo de arguidos levados a julgamento, três receberam as penas mais pesadas, variando entre os 5 e os 7 anos de prisão maior. Entre os condenados estão um instrumentista, um farmacêutico e um médico de nacionalidade coreana, que se encontra foragido. Para além do cumprimento das penas de privação de liberdade, o tribunal determinou a expulsão definitiva do trio do aparelho do Estado e o pagamento de uma indemnização fixada em 300 mil meticais à família da vítima.
Outro funcionário envolvido no caso foi condenado a 2 anos de prisão, e os outros dois arguidos foram absolvidos por insuficiência de provas.
O caso veio a público após uma reportagem da Miramar para o programa Balanço Geral, desencadeada pelas denúncias e pela indignação e revolta da família da vítima.
Com este desfecho, acredita-se que a condenação possa desencorajar actos de corrupção, prática que tem sido denunciada de forma sistemática nas unidades sanitárias do país.
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