A decisão da Confederação Africana de Futebol de desqualificar o Senegal e atribuir o título do Campeonato Africano das Nações a Marrocos, quase dois meses após a final, continua a gerar forte contestação no seio da selecção senegalesa.
Jogadores e responsáveis da equipa não escondem a insatisfação com a medida, considerada por muitos como injusta e controversa. Um dos primeiros a reagir publicamente foi o médio Pathé Ciss, do Rayo Vallecano. Nas redes sociais, o internacional senegalês partilhou fotografias suas com a medalha e o troféu de campeão, acompanhadas de uma mensagem provocatória.
A declaração faz referência directa ao resultado administrativo de 3-0 atribuído a Marrocos pela CAF, após considerar que o Senegal abandonou o relvado antes do final da partida, infração que, segundo o regulamento, implica derrota automática.
A contestação estendeu-se também às plataformas institucionais. As contas oficiais da selecção do Senegal e da federação senegalesa divulgaram vídeos das celebrações da victória nas ruas do país, numa clara demonstração de que, para os senegaleses, o título conquistado em campo não deve ser retirado.
O caso continua a alimentar uma intensa polémica no futebol africano, levantando debates sobre a aplicação dos regulamentos, a gestão disciplinar e o impacto de decisões administrativas em competições de alto nível.
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