
Militares atingidos descrevem dor extrema, sangramentos e incapacidade imediata após emprego de tecnologia não letal
Durante a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, forças dos Estados Unidos teriam empregado, pela primeira vez em combate, uma arma experimental baseada em energia sonora, segundo relatos divulgados pelo site britânico Metro.
O equipamento é conhecido como Active Denial System (ADS) e é capaz de provocar dor intensa sem o uso de projéteis ou explosivos convencionais.
De acordo com a reportagem, guardas que estavam de serviço no momento da ação relataram que soldados norte-americanos “lançaram algo” que produziu uma onda sonora extremamente intensa. Um deles afirmou que a sensação foi semelhante a ter a cabeça “explodindo por dentro”, seguida de sangramento nasal, vômitos com sangue e incapacidade de permanecer em pé após o impacto.
Segundo Cancian, quando o alvo sai da linha de ação do feixe, os sintomas cessam rapidamente e não costumam deixar marcas visíveis, como queimaduras ou ferimentos externos. Por isso, o sistema é classificado pelo Departamento de Defesa dos EUA como uma arma “não letal”, projetada para dispersar multidões ou neutralizar adversários com menor risco de mortes.
Tecnologias semelhantes já foram usadas por outros países. Em 2020, tropas chinesas teriam recorrido a um dispositivo eletromagnético para forçar a retirada de soldados indianos na região do Himalaia, aquecendo a pele dos alvos por meio de pulsos de radiação, sem disparar tiros, segundo relato de um professor da Universidade Renmin, em Pequim.
Existem especulações de que armas de energia direcionada possam estar relacionadas à chamada “Síndrome de Havana”, que afetou diplomatas e funcionários dos EUA na capital cubana a partir de 2016. Os sintomas incluem vertigem, dores de cabeça, problemas cognitivos e sensação de pressão no crânio, tendo a energia eletromagnética pulsada sido considerada uma causa plausível por um estudo da Academia Nacional de Ciências em 2020.
Autoridades de inteligência norte-americanas negam envolvimento estrangeiro nos casos da síndrome, embora investigações jornalísticas tenham apontado suspeitas sobre a Rússia, acusações rejeitadas oficialmente pelo Kremlin.