A Primeira-Ministra Maria Benvinda Levi, visitou a Província de Maputo nesta quinta-feira para monitorar e avaliar os estragos causados pelas inundações. Durante a visita, a governante dirigiu a IV Sessão do Comité Operativo de Emergência (COE), realizada no Auditório do Serviço Provincial de Economia e Finanças.
Na ocasião, o Secretário de Estado na Província de Maputo, Henriques Bongece, apresentou o balanço da situação. Segundo o governante, as bacias dos rios Maputo e Umbelúzi apresentam níveis elevados, enquanto o rio Incomáti permanece acima do nível de alerta.
Os prejuízos no sector agrário são significativos, com 63.500 hectares de culturas diversas submersos, afectando 30.616 famílias nos distritos da Manhiça, Moamba, Matola, Magude, Matutuíne, Boane, Marracuene e Namaacha. No sector pecuário, as águas inundaram mais de 66 mil hectares de pastagens e destruíram infraestruturas, colocando em risco cerca de 104 mil animais e confirmando a morte de 1.899 cabeças de gado.
O sector pesqueiro também regista danos, com a destruição de 107 embarcações e mais de duas mil artes de pesca. Na aquacultura, a perda de 78.500 alevinos afectou directamente 785 famílias.
Benvinda Levi expressou solidariedade para com as vítimas e instruiu o Governo Provincial a aprofundar a avaliação dos danos. A governante destacou que o levantamento no terreno é crucial para determinar a dimensão da intervenção do Governo Central.
Levi, instou ainda as autoridades a manterem-se em prontidão e a mobilizarem acções de limpeza de valas para facilitar o escoamento das águas. Apesar do cenário crítico, os dados apresentados na sessão indicam que os caudais dos rios na província tendem, actualmente, a baixar.
