
Vítimas foram arrastadas pela correnteza ao tentarem atravessar a pé o troço submerso entre Incoluane e 3 de Fevereiro
Três concidadãos perderam a vida, tragicamente, durante o dia de ontem, numa tentativa desesperada de atravessar a pé um troço da Estrada Nacional Número 1 (EN1) que se encontra completamente submerso pelas águas.
O drama ocorreu na zona crítica situada entre as localidades de Incoluane e 3 de Fevereiro. Esta área tem sido fustigada, nos últimos dias, pelos caudais elevados do Rio Incomáti, que galgaram as margens e invadiram a principal espinha dorsal rodoviária do país, cortando a ligação terrestre naquela região.
De acordo com relatos colhidos no terreno, as vítimas, cujas identidades ainda não foram reveladas, teriam subestimado a força da correnteza que atravessa o asfalto. Movidos pela necessidade de chegar ao outro lado, aventuraram-se na travessia a pé, acabando por ser arrastados pelas águas turvas e turbulentas do Incomáti.
Este triste episódio vem sublinhar o alerta que tem sido repetidamente lançado pelas autoridades de gestão de calamidades e pela Polícia da República de Moçambique (PRM). As autoridades apelam veementemente à população para que não tente, sob circunstância alguma, atravessar rios, riachos ou estradas alagadas, seja a pé ou em viaturas ligeiras. A aparência calma da água à superfície é, muitas vezes, enganadora, escondendo correntes fortes capazes de arrastar tudo à sua passagem.
A situação hidrológica na bacia do Incomáti permanece crítica, com os níveis de água a manterem-se muito acima do normal. O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) mantém as equipas em prontidão, mas reforça o apelo à máxima prudência e cautela por parte dos utentes da via e das comunidades ribeirinhas.