O Ministério da Saúde (MISAU) revelou, na Assembleia da República, as projecções demográficas e sanitárias para 2026, estimando assistir uma população de cerca de 35 milhões de moçambicanos.
Com uma esperança de vida fixada nos 61 anos, o sector enfrenta o desafio de uma taxa de fecundidade média de cinco filhos por mulher e uma elevada incidência de gravidez na adolescência, que afecta cerca de 36% das jovens.
Em resposta às bancadas parlamentares sobre a prevenção de doenças em zonas afectadas por cheias, o Executivo detalhou acções para conter surtos de cólera, malária e outras enfermidades de origem hídrica. Estas medidas incluem o reforço da vigilância sanitária e a prontidão das unidades de tratamento em áreas críticas, visando a protecção da saúde pública durante a época chuvosa.
O sector esclareceu ainda o destino das contribuições dos funcionários públicos para a Assistência Médica e Medicamentosa (ASMED). Estes fundos, que totalizam anualmente cerca de 1,5 mil milhões de meticais, são canalizados para a aquisição de medicamentos, consumíveis de hemodiálise e tratamentos no estrangeiro.
Actualmente, o Estado gasta aproximadamente 289 milhões de meticais com a transferência de doentes para o exterior.
Apesar dos progressos na expansão do acesso aos cuidados básicos, o MISAU reconhece a persistência de desafios estruturais. O limitado espaço fiscal, a carência de profissionais de saúde e as desigualdades de qualidade entre os meios urbanos e rurais continuam a ser as principais barreiras para a consolidação do Sistema Nacional de Saúde.
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