Segundo o Centro de Integridade Pública (CIP), o desempenho do Governo de Moçambique em 2026 será condicionado por um conjunto de riscos sistémicos, segundo aponta o relatório “Governação em 2026”. A análise, centrada no segundo ano de governação de Daniel Chapo, propõe uma monitoria rigorosa das actividades do Executivo perante vulnerabilidades económicas persistentes e constrangimentos fiscais que afectam a trajectória do país.
O relatório afasta-se de juízos normativos para se focar numa avaliação técnica ancorada em evidências factuais. Entre os factores de pressão identificados, destacam-se as tensões sociais acumuladas e a elevada exposição de Moçambique a fenómenos climáticos extremos, que exigem uma capacidade de resposta institucional robusta e uma gestão financeira resiliente.
A estrutura da análise divide-se em áreas interdependentes: transparência e integridade nos sectores público, privado e político; justiça e anticorrupção; e governação ambiental.
Esta abordagem multidimensional reconhece que os riscos de governação resultam da interacção entre dinâmicas políticas, qualidade das instituições e estruturas sociais.
Através deste quadro de avaliação, o relatório pretende apoiar processos de decisão mais informados e orientados para a sustentabilidade socioeconómica.
A monitoria surge num momento em que a transparência institucional é vista como um pilar essencial para superar os desafios de integridade e assegurar a eficiência da administração pública perante os riscos conjunturais de 2026.
