A Presidente da Assembleia da República (AR), Margarida Talapa, procedeu hoje, à abertura da III Sessão Ordinária da XI Legislatura, onde iniciou o seu discurso sublinhando o peso da dor colectiva causada pelas chuvas intensas e ciclones que afectaram Moçambique, destruindo infraestruturas e interrompendo a circulação na Estrada Nacional Número 1. Em resposta, os deputados decidiram doar dois dias do seu salário para apoiar as famílias atingidas.
Margarida Talapa reconheceu a liderança do Presidente Daniel Chapo e o trabalho humanitário da Primeira-Dama, Gueta Chapo, que acompanharam de perto as populações nos centros de acolhimento.
No campo das perdas nacionais, a Presidente prestou homenagem a figuras como Alfredo Gamito, Luísa Diogo e à jovem Rosita Mabuiango, símbolo de resiliência desde as cheias de 2000. Abordou também desafios críticos como a mineração ilegal em Manica e o impacto ambiental da poluição química na Albufeira de Chicamba, informando que uma Comissão de Inquérito irá apresentar um relatório detalhado sobre o assunto.
A segurança pública mereceu destaque, com a condenação veemente dos ataques a mototaxistas e do atentado contra o jornalista Carlitos Cadangue, actos que classificou como atentados ao Estado de Direito.
A nível económico, a Presidente saudou o relançamento do projecto de Gás Natural Liquefeito em Palma e a inauguração de novas unidades industriais, vendo nestes investimentos uma via para a criação de emprego e reforço das receitas públicas. Para esta sessão legislativa, destacou a apreciação de leis sobre a Comunicação Social, Radiodifusão e Liberdade Religiosa, reafirmando Moçambique como um Estado laico e tolerante.
Talapa terminou apelando ao diálogo plural e firme entre os deputados, sublinhando que o objectivo central desta legislatura é a pacificação da família moçambicana.
