A Sociedade de Garantia Mutuária (SGM) lançou um apelo vigoroso aos operadores económicos informais da província da Zambézia para que procedam à legalização das suas actividades. O convite foi formulado durante uma reunião de socialização do Fundo de Garantia Mutuária e de divulgação da linha de crédito para a recuperação económica, evento que reuniu em Quelimane diversas Pequenas e Médias Empresas (PME) interessadas em conhecer os mecanismos de financiamento disponibilizados pela sociedade para viabilizar projectos produtivos.
Durante a sua intervenção, o Administrador do fundo, Helder Bila, manifestou uma preocupação vincada relativamente ao elevado número de empresas que operam na informalidade. Segundo o responsável, a carência de documentação legal tem sido o principal obstáculo que impede a banca de conceder o crédito necessário ao crescimento destes negócios.
“Apelamos aos empresários para que organizem a sua documentação, de modo a facilitar a cedência de crédito pela banca e, dessa forma, tornar os seus projectos viáveis”, afiançou Bila.
O encontro contou também com a participação do Governador da Província da Zambézia, Pio Matos, que aproveitou a ocasião para direccionar uma reflexão ao sector bancário. O governante defendeu que a banca não deve sustentar-se apenas nos descontos provenientes dos salários dos funcionários públicos, mas sim focar-se na concessão de empréstimos estruturantes às PME, que constituem a base da economia local.
No mesmo diapasão, Pio Matos exortou o empresariado da província a manter um diálogo próximo com as instituições financeiras para o pleno esclarecimento sobre os requisitos exigidos.
A importância estratégica deste novo mecanismo financeiro foi igualmente sublinhada pelo Secretário de Estado na Província da Zambézia, Avelino Muchine. No discurso de abertura, o governante expressou a sua satisfação com a iniciativa, classificando a linha de crédito como uma oportunidade ímpar para o tecido empresarial local.
Muchine encorajou uma participação activa de todos os intervenientes, visando assegurar que não existam dificuldades na utilização deste instrumento que o Estado coloca à disposição para impulsionar a economia regional e fortalecer o sector privado na província.
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