O Presidente da República foi claro: “Não podemos aceitar tarifas que vão levar a HCB a subsidiar a Mozal e colapsar a HCB.”
O Estado moçambicano deve ou não ceder à pressão da multinacional Mozal, empresa de fundição de alumínio que ameaça encerrar as actividades?
Um total de 26 empresas subcontratadas pela Mozal, na iminência de fechar as portas no Parque Industrial de Beluluane, província de Maputo, enfrenta uma situação preocupante. A decisão pode mandar para o desemprego cerca de quatro mil trabalhadores.
Um impasse negocial já se faz sentir nas mais de 20 empresas que prestam serviços à Mozal, no Parque Industrial de Beluluane, província de Maputo. Cerca de quatro mil postos de trabalho estão em risco.
Em comunicado, a Duys Group, empresa que fabrica e faz manutenção dos potes usados na fundição de alumínio, anunciou nesta quarta-feira a suspensão das actividades. Com a fábrica e os escritórios encerrados, apenas se nota a presença dos seguranças.
Falando em anonimato à nossa equipa de reportagem, um trabalhador de outra empresa prestadora de serviços à Mozal revelou que também estão sob alerta.
Em exclusivo à Miramar, o director-geral do MozParks defende um equilíbrio de forças na mesa negocial entre o Governo e a Mozal, visando uma solução sustentável. Entretanto, Onório Manuel afirmou ser improvável um acordo no curto prazo, dada a complexidade dos interesses.
A Mozal anunciou a possibilidade de encerrar as suas operações em Moçambique a partir de março de 2026, caso não se chegue a um consenso com o Governo sobre as tarifas de energia elétrica. A empresa alega que os atuais termos propostos, que exigem o pagamento do preço real da energia proveniente da Hidroelétrica de Cahora Bassa, podem comprometer a viabilidade da sua actividade no país.
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