O Instituto de Algodão e Oleaginosas de Moçambique (IAOM) afirmou que não houve favorecimento no concurso público realizado em julho para a contratação de serviços da empresa Future Technologies of Mozambique. O concurso, que gerou polémica, visava a criação de uma plataforma de digitalização das cadeias de valor do algodão, oleaginosas e culturas alimentares.
O Diretor-Geral do IAOM, Edson de Almeida, explicou durante uma conferência de imprensa realizada esta terça-feira em Maputo, acompanhada pela Miramar, que o processo é legal e afastou a possibilidade de parcialidade. Ele lembrou que, por se tratar de sociedades anónimas, é praticamente impossível para o júri conhecer a composição societária dos concorrentes. No total, participaram sete empresas.
O concurso suscitou denúncias de irregularidades, alegado conflito de interesses e supostas violações da Lei de Probidade Pública. Segundo o Director-Geral, a empresa seleccionada possui capacidade técnica comprovada e mantém parcerias com empresas estrangeiras de reconhecido mérito, o que era esperado devido à inovação tecnológica do projecto.
Actualmente, o Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas suspendeu o concurso, que envolvia 130 milhões de meticais, e designou uma inspecção extraordinária para averiguar o caso, gerando questionamentos sobre a imparcialidade, já que o próprio ministério conduz a inspecção.
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