A circulação rodoviária em várias províncias de Moçambique sofreu graves interrupções desde a madrugada desta quinta-feira, 12 de março, na sequência das intensas chuvas que têm fustigado as regiões Sul e Centro.
Na província de Inhambane, a situação é crítica em dois troços fundamentais: a estrada R914, que liga o Cruzamento da N1 a Morrungulo, encontra-se totalmente intransitável devido ao rompimento de um aqueduto, enquanto a R920, entre o Cruzamento da R480 e Coguno, sofreu um corte transversal após o galgamento da plataforma pelas águas. Ainda nesta província, a Estrada Nacional número 241, no troço Vulanjane – Inhassoro, está sob intervenção de emergência para conter a erosão junto à ponte sobre o rio Govuro, cujas águas ameaçam a estrutura.
A instabilidade estende-se à província de Gaza, onde a transitabilidade na estrada N221, que liga Chibuto a Guijá, está condicionada a apenas meia faixa. A restrição ocorre na ponte sobre o rio Changane, onde as equipas técnicas detectaram uma infra-escavação num dos encontros da infra-estrutura, resultado das chuvas persistentes que assolam aquela parcela do país desde o último sábado.
Paralelamente, na província de Manica, a ligação entre Espungabera e Chaiva (R441) está completamente interrompida para todo o tipo de veículos. O galgamento do drift sobre o rio Mossurize impede qualquer travessia segura, dada a força da corrente e o elevado nível das águas registado desde as primeiras horas de hoje.
Perante este cenário de vulnerabilidade da rede rodoviária, a Administração Nacional de Estradas (ANE, IP) mobilizou diversas equipas técnicas para o terreno, que se encontram a avaliar a magnitude dos danos e a planear as intervenções definitivas, que deverão ocorrer assim que o caudal dos rios baixar.
A instituição emitiu um aviso rigoroso aos peões e automobilistas para que se abstenham de tentar atravessar secções submersas, alertando para o risco de vida e de perda de bens.
Como medida preventiva para salvaguardar as vias que ainda permitem a circulação, a ANE, IP apela aos transportadores de passageiros e de carga para que programem as suas deslocações com cautela.
