Miramar News EUA Ilustração mostra Maduro e sua mulher durante audiência na Justiça americana

Ilustração mostra Maduro e sua mulher durante audiência na Justiça americana

Maduro e sua mulher, Cilia Flores, em audiência na Justiça dos Estados Unidos REUTERS/Jane Rosenberg - 05.01.2026

Eles comparecem à sessão de instrução e julgamento acompanhados pelos advogados de defesa

Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, tiveram imagem divulgada por meio de ilustração realizada na sala de audiência do Tribunal Federal Daniel Patrick Moynihan, em Manhattan, Nova York (EUA), nesta segunda-feira (5).

Eles comparecem à sessão de instrução e julgamento acompanhados pelos advogados de defesa, Barry Pollack e Mark Donnelly, para responder a acusações federais nos Estados Unidos.

As acusações incluem narcoterrorismo, conspiração, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e outros crimes.

Nicolás Maduro refutou as acusações de envolvimento com narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado.

Durante sua audiência de custódia no Tribunal Federal do Distrito Sul de Manhattan, em Nova York, Maduro disse ser inocente, qualificando a si mesmo como um “prisioneiro de guerra” e um “homem decente”.

Sou inocente. Não sou culpado. Sou um homem decente”, afirmou Maduro ao juiz Alvin Hellerstein, que conduziu a audiência de pouco mais de meia hora, realizada esta tarde. “Ainda sou presidente do meu país”, acrescentou o venezuelano após alegar que foi sequestrado por militares dos Estados Unidos.

Durante a audiência, Maduro e sua mulher, a primeira-dama venezuelana Cilia Flores, foram oficialmente notificados das acusações feitas por autoridades americanas, que dizem que membros do governo venezuelano, como o ministro do Interior, Diosdado Cabello, se valeram de seus cargos para favorecer o “transporte de milhares de toneladas de cocaína para os Estados Unidos”, beneficiando-se da “corrupção alimentada” pelo narcotráfico.

Maduro e integrantes de sua equipe negam as acusações. Segundo Maduro, o real objetivo dos Estados Unidos, país presidido por Donald Trump, é se apoderar dos recursos minerais estratégicos venezuelanos.

A Venezuela é, hoje, a dona das maiores reservas de petróleo do mundo, além de deter grande quantidade de gás e ouro. Especialistas também questionam a falta de provas quanto ao envolvimento de lideranças venezuelanas com o tráfico de drogas, destacando que o país não é um produtor de cocaína.

O presidente venezuelano e sua mulher foram mantidos presos após a audiência de custódia. Os dois estão no Centro Metropolitano de Detenção, em Manhattan, desde que o líder chavista foi deposto e sequestrado por meio de uma operação militar que o governo americano realizou em território venezuelano, no último sábado (3), sem a autorização do Congresso dos EUA ou do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

O centro de detenção temporária fica a cerca de 8 quilômetros de distância do tribunal federal, aonde Maduro e Cilia chegaram sob um forte esquema de segurança.

Além de curiosos e jornalistas, dois grupos se aglomeraram do lado de fora do centro de detenção desde as primeiras horas da manhã: um favorável à manutenção da prisão do presidente venezuelano, e outro que pedia sua libertação.

Defesa

Por indicação da própria Justiça dos EUA, Maduro e Cilia foram acompanhados, durante a audiência, por um advogado local, David Wikstrom. Segundo o jornal New York Times, Maduro também será defendido pelo advogado Barry Pollack.

Wikstrom é um conhecido advogado criminalista que já atuou em casos que despertaram a atenção midiática, como o processo que resultou na condenação do ex-presidente de Honduras Juan Orlando Hernández, por acusações semelhantes às feitas contra Maduro (narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e uso de armamento pesado).

Pollack tornou-se mundialmente conhecido ao assumir a defesa do fundador do siteWikiLeaks, Julian Assange, nas cortes dos EUA.

Após o fim da audiência de custódia, a defesa revelou que, no momento, não pretende pedir a libertação de Maduro e de Cilia sob fiança, mas que também não descarta fazê-lo posteriormente. O juiz federal Alvin Hellerstein marcou uma segunda audiência para o dia 17 de março.

Por R7


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