O Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou na quarta-feira, 8 de janeiro, que a Casa Branca irá implementar um plano de transição estruturado em três fases para a Venezuela. Segundo o diplomata, a estratégia consiste, primeiramente, na estabilização do país, seguida da recuperação económica e, por fim, da transição efectiva para a democracia.
Rubio detalhou as etapas à imprensa após uma reunião de coordenação no Capitólio, que contou com a participação do Secretário de Defesa, Pete Hegseth, e de senadores de ambas as bancadas. O encontro serviu para prestar contas ao Congresso sobre a operação que resultou na detenção de Nicolás Maduro, figura central do regime anterior.
No âmbito da fase inicial de estabilização, destaca-se a decisão do Presidente Donald Trump de autorizar a aquisição e venda de até 50 milhões de barris de petróleo que se encontravam sob sanções. Marco Rubio afirmou que a Casa Branca detém uma “tremenda influência” sobre a liderança interina venezuelana, monitorizando de perto as acções do novo executivo.
Esta influência, de acordo com o Secretário de Estado, é sustentada não apenas pela neutralização de Maduro e pela pressão sobre outras figuras do chavismo, mas também pelo bloqueio parcial das exportações petrolíferas. Rubio assegurou que as receitas obtidas com a venda do crude confiscado serão canalizadas para benefício directo do povo venezuelano.
Questionado sobre o tempo de permanência e envolvimento directo dos EUA, o diplomata sublinhou que a transformação a longo prazo do país dependerá, em última instância, da vontade dos cidadãos venezuelanos. No entanto, em Washington, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que o governo mantém contacto permanente com a presidente interina, Delcy Rodríguez.
