Considerado o maior velocista da história, Usain Bolt surpreendeu ao admitir, numa entrevista ao programa italiano Che Tempo Che Fa, que podia ter sido ainda mais rápido. O jamaicano, retirado desde 2017, revelou que durante a carreira focou-se apenas em vencer e provar a sua superioridade, deixando de lado aspectos que podiam melhorar o seu desempenho físico.
Campeão olímpico por oito vezes e detentor do recorde mundial dos 100m (9.58), Bolt acredita que poderia ter alcançado a marca de 9.55 segundos. Com 11 títulos mundiais no currículo, o antigo atleta confessou que ainda se emociona ao rever vídeos das suas provas: “São memórias bonitas. Saber que fiz tanta gente feliz é maravilhoso.”
Sobre a pose icónica com que celebrava, explicou que surgiu naturalmente, ao tentar encontrar um gesto único. Bolt também recordou com carinho a infância na Jamaica e mencionou Ricardo Guedes, um colega de escola que corria mais do que ele nos primeiros tempos.
Hoje, aos 38 anos, Bolt mantém-se activo, dedica-se à produção musical — com o objectivo de conquistar um Grammy — e passa até seis horas por dia a jogar dominó com amigos.
