O Tribunal do Distrito Central de Seul condenou o antigo Presidente Yoon Suk-yeol à pena de prisão perpétua por crimes de insurreição cometidos durante a declaração de lei marcial em dezembro de 2024, tornando-se assim torna-se assim o terceiro ex-Presidente da Coreia do Sul a enfrentar julgamentos por insurreição, seguindo os passos históricos de Chun Doo-hwan e Roh Tae-woo.
A sentença, transmitida em directo para todo o país, reconheceu que o líder deposto agiu com a intenção de subverter a ordem constitucional. Além de Yoon, outros altos funcionários foram condenados, incluindo o antigo Ministro da Defesa, Kim Yong-hyun, que recebeu uma pena de 30 anos de prisão pelo seu papel no processo.
A decisão judicial provocou um forte ambiente de polarização à porta do tribunal. Grupos de apoiantes classificaram o veredito como “ultrajante” e fruto de um julgamento político com provas fabricadas. Por outro lado, manifestantes da oposição mostraram-se satisfeitos com o desfecho, afirmando que a justiça foi feita ao punir o cabecilha e os seus cúmplices.
Em conclusão, a condenação de Yoon Suk-yeol encerra um capítulo de crise política que começou com a sua destituição pelo Tribunal Constitucional em abril de 2025. O tribunal sublinhou que, perante a lei, o crime de liderança de insurreição apenas permite as penas de morte ou prisão perpétua.
