Protestos violentos eclodiram na quinta-feira perto de Namanga, cidade queniana junto à fronteira com a Tanzânia, após as eleições tanzanianas contestadas. A polícia lançou granadas de atordoamento, gás lacrimogéneo e munição real, provocando pânico e feridos. Testemunhas relataram que agentes arrastaram corpos pelo chão enquanto continuavam a disparar.
Manifestantes queimaram destroços e arrancaram cartazes da presidente tanzaniana Samia Suluhu Hassan. “A polícia está a disparar balas reais contra quenianos. Hoje foi um dia terrível”, disse o manifestante David Elisante.
Em Nairobi, o secretário principal do Ministério do Interior, Raymond Omollo, afirmou que o Quénia fará cumprir a lei do seu lado da fronteira, apelando à calma.
Entretanto, em Dar es Salaam, a polícia dispersou novos protestos com tiros e gás lacrimogéneo, após a exclusão dos dois principais adversários da presidente Hassan da corrida presidencial. Foi imposto um recolher obrigatório e o acesso à internet continua instável.
A crise ameaça paralisar o posto fronteiriço de Namanga, vital para o comércio entre o Quénia e a Tanzânia.
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