Fontes próximas da família e o seu advogado, Khaled el-Zaydi, confirmaram o falecimento de Saif al-Islam Gaddafi, filho do antigo líder Muammar Gaddafi. Até ao momento, os detalhes precisos sobre o local e as causas da sua morte permanecem por apurar.
A notícia, que também foi avançada pelos órgãos de comunicação social líbios, encerra a trajectória de uma das figuras mais proeminentes do antigo regime de Muammar Gaddafi. Saif al-Islam desempenhou um papel determinante na definição das políticas da Líbia antes da revolução de 2011, contudo, o seu perfil público tornou-se menos visível nos últimos anos.
Em 2015, um tribunal líbio chegou a condená-lo à pena de morte à revelia pela repressão de manifestações durante o levantamento popular que derrubou o governo do seu pai. Além disso, enfrentava acusações no Tribunal Penal Internacional por alegados crimes contra a humanidade, num processo que os seus representantes legais tentaram, sem sucesso, anular.
Mais recentemente, em 2021, Saif al-Islam tentou regressar à vida política activa ao registar-se como candidato às eleições presidenciais. O escrutínio, que deveria ter ocorrido em dezembro desse ano, acabou por não se realizar devido ao prolongado impasse político que o país atravessa.
O seu desaparecimento físico marca o fim de uma era para os apoiantes do antigo sistema e introduz novas incógnitas sobre o futuro equilíbrio de poder na Líbia.
