Uma onda de tensão social resultou na destruição de fontanários, no sequestro de um líder comunitário e no incêndio da sua residência, no posto administrativo de Impire, distrito de Metuge, na província de Cabo Delgado.
Segundo a Polícia da República de Moçambique (PRM), os protestos tiveram origem na contestação da liderança local, por alegada má gestão dos valores arrecadados com a utilização dos furos de água da comunidade.
Um grupo de residentes exigiu a destituição do líder comunitário, acusando-o de gerir de forma irregular os fundos provenientes das contribuições pagas pelo acesso à água potável. A contestação provocou perturbações da ordem pública e obrigou à intervenção da polícia, que deteve dois dos manifestantes.
Em resposta às detenções, um grupo da população sequestrou o líder comunitário e destruiu os fontanários que estavam no centro do conflito. A PRM voltou a intervir e deteve mais três suspeitos envolvidos nos confrontos, tendo igualmente resgatado o líder comunitário.
Apesar da intervenção policial, a violência continuou e pouco depois, a residência do líder comunitário foi incendiada.
Perante o agravamento da situação, o comandante provincial da PRM, Assane Nyito, deslocou-se a Impire, onde reuniu com a população para apelar à calma, à contenção e à colaboração na preservação da segurança pública. Após a intervenção do comandante, a ordem pública foi restabelecida e a situação está novamente sob controlo.

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