Mais de trinta cidadãos moçambicanos encontram-se a viver ao relento nas proximidades do posto fronteiriço de Ressano Garcia, na província de Maputo, enfrentando o impacto do inverno que se faz sentir. Naturais de diferentes pontos do país, estes homens perderam todos os seus bens na sequência dos recentes ataques xenófobos registados na vizinha África do Sul.
O grupo, constituído exclusivamente por homens, não dispõe de recursos financeiros para custear as despesas de transporte até às suas zonas de origem. O cenário é agravado pela incerteza quanto ao futuro, uma vez que vários destes cidadãos residiam nas “terras do rand” há mais de quinze anos e viram-se obrigados a abandonar as suas vidas de forma abrupta.
Actualmente, a sobrevivência destes moçambicanos depende da solidariedade local e de trabalhos informais. Para garantir o sustento diário, os cidadãos realizam pequenos biscates e contam com o apoio de mulheres que confeccionam e vendem refeições no local, enquanto aguardam por uma solução que viabilize o regresso junto das suas famílias.

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