O Ministério da Saúde (MISAU) está a acompanhar com atenção a evolução do surto de Ébola que afecta a República Democrática do Congo (RDC) e a República do Uganda. A epidemia foi declarada como Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Até ao momento, o surto provocou o registo de cerca de 906 casos e 223 óbitos na região, dos quais a quase totalidade em solo congolês e sete casos com uma vítima mortal no Uganda. As autoridades garantem que Moçambique não registou, até ao presente momento, nenhum caso da doença.
O Instituto Nacional de Saúde dispõe de capacidade laboratorial instalada para a testagem e o isolamento do vírus. Embora o território nacional esteja classificado como uma zona de baixo risco de transmissão, o MISAU activou e continua a reforçar as directrizes de prevenção e prontidão em articulação com os organismos regionais e internacionais.
O plano de contingência em curso inclui a intensificação da vigilância epidemiológica nas comunidades e fronteiras, o treino de equipas provinciais para o processamento seguro de amostras, a realização de exercícios de simulação nas províncias de Cabo Delgado, Niassa e Tete, além da actualização técnica dos profissionais do sector sobre o manejo clínico da doença.
Face ao cenário regional, as autoridades de saúde apelam à população para que se informe exclusivamente através dos canais oficiais para evitar o impacto da desinformação nas comunidades. O MISAU recomenda o reforço das medidas básicas de higiene, com enfoque na lavagem regular das mãos, e adverte para que se evite o contacto com fluidos corporais ou indivíduos doentes.
O Executivo orienta ainda os cidadãos a recorrerem imediatamente à unidade sanitária mais próxima em caso de manifestação de sintomas como febre, vómitos, diarreia ou hemorragias, com atenção redobrada para cidadãos com histórico recente de viagem para as regiões afectadas pelo vírus.
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