A Directora do Hospital Central de Maputo (HCM), Farida Urci, manifestou uma posição de extrema firmeza perante a onda crescente de furtos que afecta a maior unidade sanitária do país. Durante uma sessão do Conselho de Direcção realizada esta terça-feira, a dirigente expressou profunda indignação pelo facto de, num cenário de restrições orçamentais severas, a instituição continuar a ser lesada por desvios internos e vandalismo.
Farida Urci garantiu que não haverá complacência para os prevaricadores e que as sanções previstas incluem a demissão e a expulsão imediata dos quadros envolvidos em esquemas ilícitos, independentemente da categoria profissional.
Dados recentes do Departamento de Controlo Interno revelam que, só no ano passado, foram registados 111 furtos, resultando num prejuízo superior a um milhão de meticais que poderia ter sido investido na aquisição de medicamentos. O relatório detalha que as infracções envolvem desde funcionários da casa até indivíduos externos que se infiltram no hospital para roubar doentes.
O cenário de criminalidade estende-se ainda à vandalização das infra-estruturas e ao desvio de material médico-cirúrgico. Para estancar esta situação, a direcção do HCM solicitou o apoio directo da polícia local para reforçar as medidas de controlo nas entradas e saídas, visando garantir que os bens públicos sejam preservados para o atendimento aos cidadãos.
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